Página inicial » Mapas comunitários » Oficinas territoriais  » Oficina territorial Vila Badú

Oficina territorial Vila Badú

Este relatório foi escrito pela Comissão Popular do Plano Diretor de Serra Grande entre agosto e setembro de 2025.
A Escuta territorial da Vila Badu aconteceu no dia 12 de Setembro de 2025, na Vila Badu e contou com a presença de XX participantes.
As cartografias dividem o distrito em 2 arquivos complementares – Centro e Norte – no intuito de manter a escala 1:5000.
Cartografia oficina Vila Badú – CENTRO
Cartografia oficina Vila Badú – NORTE
Planilha de sistematização Vila Badú
Acesse a documentação completa da oficina

Oficina territorial Vila Badú

A Escuta territorial da Vila Badu aconteceu no dia 12 de Setembro de 2025, na Vila Badu e contou com a presença de XX participantes.

O encontro se dividiu em 4 momentos, iniciando com a escuta da elementos que compõem a identidade territorial da Vila Badu, para em seguida listar os aspectos positivos e os principais problemas identificados e finalizar com a espacialização da escuta no mapa.

1. Identidade Territorial

A Vila Badu se caracteriza pelo aspecto histórico, localizada ao longo da primeira estrada do território, a Rua São João, antiga estrada do telégrafo. O território é habitado por famílias de anciãs e anciãos nativos e também por parte da população chegante que busca uma moradia tranquila, em conexão com a natureza. A Vila Badu também é habitada por muitas crianças que circulam livremente. 

Por outro lado, por estar localizada à beira da principal estrada que leva até a Barra do Tijuípe, a vila enfrenta problemas como o alto tráfego de caminhões pesados que levam materiais de construção civil de grandes obras feitas dentro da floresta e à beira das praias. 

O Plano Diretor de 2011 contava com diversas áreas de proteção que não foram mantidas na nova revisão, e a comunidade demanda a necessidade de garantir a preservação dessas áreas, incluindo o Parque do Pancadinha, projeto previsto no primeiro Plano Diretor, mas nunca implementado. O Plano Diretor vigente diz que o Mirante deveria ser um lugar de uso público, podendo ser uma praça, e aquele é um dos locais que se ligam com o Parque do Pancadinha. O Mirante é uma área de interesse público da comunidade

2. Aspectos Positivos 

Natureza, Praia do Pompilho, mirante, praias, caminhos tradicionais, Poço do Robalo, cachoeira de seu Gilberto, Barra do Tijuípe, energia de vila, tranquilidade, Praia do Cemitério, mangueira, crianças brincando na rua,Praia dos Anjos, Rio Pancadinha, trilhas e caminhos tradicionais, pontos de cultura, educação e arte, caminhadas na Rua São João, fauna, história do território, integração comunitária, Dona Maria (são 03!), moradores nativos e chegantes, mata, atividades das comunidades tradicionais, escola Baobá, cozinheiras, lagoa do pompilho, Praia de Vevé (foi nomeado de outra forma pelo Plano Diretor atual), sombra das árvores, Parque do Riacho Pancadinha (está no Plano Diretor vigente, mas não foi implementado).

3. Principais Problemas Identificados 

Estrutura Urbana e Mobilidade

  • Passagem de caminhões pesados na estrada da Rua São João
  • Falta de faixa para pedestres / riscos para os pedestres
  • Falta de iluminação na estrada, especialmente na ladeira da Baixinha (ponto crítico de mobilidade)
  • Falta de manutenção da estrada, péssima condição de tráfego.
  • Implantação de calçamento sem rede de drenagem
  • As ruas não têm dimensão adequada para circulação de veículos / falta de calçamento e área segura para pedestres
  • Estreitamento irregular da via
  • Falta de pontos de ônibus
  • Existência de apenas um acesso à Vila Badu – faltam alternativas além da Rua São João
  • Fechamento do mirante
  • Fechamento das trilhas tradicionais

2. Saneamento, Infraestrutura e Serviços Públicos

  • Falta de saneamento básico
  • Rede de energia elétrica insuficiente para atender o bairro
  • Ocorrência de esgoto a céu aberto
  • Sistema de coleta de lixo ineficaz
  • Falta de um ponto público de coleta de lixo
  • Implantação da rede de esgotamento como condição para pagamento de IPTU

3. Meio Ambiente e Áreas de Proteção

  • Rio Pancadinha já chega poluído
  • Desmatamento / supressão vegetal no entorno.
  • Preocupação com o processo de ocupação do território, degradação ambiental e descaracterização da paisagem
  • Falta de limpeza das praias
  • Falta de valorização das praias
  • Necessidade de definição de critérios para uso sustentável das áreas de relevância ambiental (áreas de mangue, cachoeiras, etc.)
  • Falta de definição das áreas exclusivas / prioritárias para atividades tradicionais (sobretudo pesqueiras)
  • Proliferação de placas sem autoria, incluindo nomes errados de praias e cercamentos irregulares
  • É preciso criar acessos à praia a cada 300m

4. Habitação, Ordenamento Territorial e Uso do Solo

  • Fechamento de área de estacionamento da praia e estreitamento irregular da via
  • Falta de manutenção das trilhas
  • Ocupações e obras de grande porte no entorno da floresta e beira das praias

5. Cultura, Esporte, Lazer e Convivência Comunitária

  • Falta de áreas de lazer
  • Falta de áreas para jogar bola
  • Falta de espaços culturais
  • Falta de espaços de lazer para as crianças
  • Falta de espaço público para atividade física
  • Falta de um espaço comunitário de feira e outras atividades de fortalecimento da economia local

6. Segurança e Convivência

  • Som alto
  • Insegurança na praia
  • Falta de segurança nas áreas da praia para mulheres

7. Educação e Capacitação Comunitária

  • Falta de formação e capacitação da comunidade local para desenvolver suas potencialidades, a exemplo do artesanato
  • Necessidade de campanhas de educação ambiental

SISTEMATIZAÇÃO DOS DADOS RELATADOS EM MAPA