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Uso e Ocupação do Solo

A classificação do uso e ocupação do solo em Serra Grande permite compreender como diferentes ambientes naturais e áreas antrópicas se distribuem pelo território, revelando tanto a diversidade ecológica local quanto a intensidade das intervenções humanas. Cada classe representa uma combinação de características físicas, ecológicas e de manejo que ajudam a interpretar a paisagem e orientar ações de planejamento.
As cartografias dividem o distrito em 3 arquivos complementares – Sul, Centro e Norte – no intuito de manter a escala 1:5000.
Mapa Ocupação do Solo Serra Grande – SUL
Mapa Ocupação do Solo Serra Grande – CENTRO
Mapa Ocupação do Solo Serra Grande – NORTE

A Formação Florestal (FFO) é a classe dominante, cobrindo 1.805 hectares (41,2%). Trata-se de áreas com dossel florestal fechado, típicas da Mata Atlântica, incluindo sistemas agroflorestais sombreados, como cabruca e agroflorestas, onde o dossel impede a visualização do sub-bosque. Essa classe reflete os trechos mais conservados e áreas mais estáveis. Em seguida, destaca-se a Agricultura (AGR) com 472 ha (10,8%), composta por áreas produtivas contínuas, normalmente organizadas em talhões e voltadas para culturas comerciais como coco e outras plantações abertas, distinguindo-se de pomares domésticos pela intensidade produtiva.

As formações costeiras de restinga apresentam três categorias importantes: a Restinga Arbórea (RES-A), com 388 ha (8,9%), caracteriza faixas florestadas sobre planícies arenosas; a Restinga Arbustiva (RES-HA), com 89 ha (2,0%), corresponde a mosaicos de arbustos e herbáceas; e a Restinga Herbácea (RES-H), com 18 ha (0,4%), formada por vegetação rasteira adaptada a ventos fortes e solos arenosos. Esses ambientes têm papel essencial na fixação das dunas, na estabilidade costeira e na manutenção de espécies adaptadas à salinidade e à insolação.

A classe Capoeira (CAP) ocupa 297 ha (6,8%), representando áreas em estágio inicial de regeneração, ainda com herbáceas e arbustivas dominantes. À medida que o dossel se fecha, essas áreas evoluem naturalmente para Formação Florestal. Associada às áreas úmidas, a classe Área Úmida – Brejo (AUM) soma 280 ha (6,4%), englobando brejos litorâneos, fundamentais para dinâmica hídrica, recarga do solo e conectividade entre manguezais e restingas. Próximos a esses ambientes, os Manguezais (MAN) ocupam 91 ha (2,1%), caracterizados por espécies adaptadas à maré e salinidade variável, formando um dos ecossistemas mais produtivos e sensíveis do território. Complementando o sistema hídrico, a categoria Superfície Aquática (AQU) cobre 355 ha (8,1%), reunindo rios, lagoas e espelhos d’água e o mar.

Entre as áreas abertas, o Pasto (PAS) ocupa 167 ha (3,8%) e representa campos herbáceos com manejo ativo; já o Pasto Sujo (PSS), com 51 ha (1,2%), indica pastagens em regeneração com arbustos emergentes. O Pomar – Jardim – Lote Limpo (POM) totaliza 141 ha (3,2%), composto por quintais, gramados, coqueirais domésticos e pequenas áreas ajardinadas com uso não agrícola. A classe Praia (PRA), com 59 ha (1,3%), representa faixas arenosas sob ação direta das marés.

As áreas de intervenção direta incluem Edificação e Infraestrutura (EDI), com 85 ha (1,9%), que reúne casas, ruas pavimentadas e equipamentos públicos; e Solo Exposto/Movimentado (SEX), com 60 ha (1,4%), referente a estradas de terra, obras e superfícies sem cobertura vegetal. O Desmatamento (DES) aparece com 5 ha (0,1%), indicando pequenas áreas recentemente suprimidas. As classes mais discretas incluem o Costão Rochoso (CRO) com 9 ha (0,2%), representando afloramentos costeiros de grande valor ecológico, e a categoria Nuvem/Sombra de Nuvem (NUV) com 9 ha (0,2%), que indica apenas ausência de dado temporal na imagem.

Legenda: Tabela de uso e cobertura do solo contendo as classes mapeadas, suas respectivas siglas, áreas em hectares e participação percentual no total da área analisada.

Figura: Histograma de frequência das classes de uso e ocupação do solo. O gráfico ilustra a dominância da Formação Florestal (FFO) e a distribuição decrescente das demais classes, evidenciando a heterogeneidade da paisagem e a relevância de ecossistemas de Restinga e Áreas Úmidas no recorte analisado. A linha (pontilhada preta) cumulativa em um eixo secundário como uma porcentagem do total.