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Áreas de Preservação Permanente (APPs)

O uso e ocupação do solo nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) de Serra Grande mostram que a maior parte dessas áreas ainda mantém Formação Florestal (FFO) e em processo de regeneração.
As cartografias dividem o distrito em 3 arquivos complementares – Sul, Centro e Norte – no intuito de manter a escala 1:5000.
Mapa APPs Serra Grande – SUL
Mapa APPs Serra Grande – CENTRO
Mapa APPs Serra Grande – NORTE

O uso e ocupação do solo nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) de Serra Grande mostram que a maior parte dessas áreas ainda mantém Formação Florestal (FFO) e em processo de regeneração. A FFO é a classe dominante, ocupando 386,35 ha (41,85%), o que indica a presença de uma matriz florestal permeável. Em seguida, aparecem as Áreas Úmidas – Brejo (AUM), com 153,86 ha (16,66%), fundamentais para o equilíbrio hídrico e a biodiversidade de ambientes alagados.

Entre as classes naturais relevantes também estão os Manguezais (MAN), com 65,76 ha (7,12%), essenciais para a zona costeira, e as áreas de Capoeira (CAP), com 59,20 ha (6,41%), representando vegetação secundária em regeneração. As formações de Restinga Herbácea, Arbustiva e Arbórea somam áreas importantes e contribuem para a proteção da faixa costeira.

Apesar da predominância de cobertura natural, há pressões antrópicas significativas dentro das APPs. A Agricultura (AGR) ocupa 83,32 ha (9,02%), sendo o principal uso humano identificado. Outras formas de ocupação incluem Pasto (PAS), Pasto Sujo (PSS), Edificação e Infraestrutura (EDI), Solo Exposto (SEX) e áreas de Desmatamento (DES). Esses usos, ainda que em menor proporção, são incompatíveis com a função ambiental das APPs e geram impactos como erosão, assoreamento, perda de vegetação ciliar, fragmentação florestal e redução da qualidade da água.

Foram identificados 18.600 m² de edificações dentro de APPs, especialmente nas bacias do Pancadinha e Tijuipinho, evidenciando conflitos de uso e ocupação irregular do solo.

Em síntese, as APPs de Serra Grande continuam sendo áreas majoritariamente naturais, com florestas, áreas úmidas e manguezais bem representados. No entanto, a presença de agricultura, pastagens, edificações e áreas degradadas demonstra pressões reais que exigem ações de manejo, recuperação e fiscalização para garantir a preservação dessas áreas ecologicamente sensíveis.

Classe de Uso e OcupaçãoSiglaÁrea (ha)Porcentagem (%)
Nuvem/Sombra de NuvemNUV1,320,14
Costão RochosoCRO1,580,17
DesmatamentoDES1,640,18
Restinga HerbáceaRES-H2,960,32
Solo Exposto/MovimentadoSEX5,550,6
Edificação e InfraestruturaEDI6,920,75
Pasto SujoPSS7,520,81
PraiaPRA8,370,91
Pomar – Jardim – Lote limpoPOM11,211,21
Restinga ArbustivaRES-HA12,551,36
PastoPAS26,892,91
Restinga ArbóreaRES-A42,344,58
Superfície AquáticaAQU46,105
CapoeiraCAP59,206,41
ManguezalMAN65,767,12
AgriculturaAGR83,329,02
Área Úmida – BrejoAUM153,8616,66
Formação FlorestalFFO386,3541,85
Total923,43100,00