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Oficina temática de Comunidades Tradicionais

Este relatório foi escrito pela Comissão Popular do Plano Diretor de Serra Grande entre agosto e setembro de 2025.
A Escuta das Comunidades Tradicionais aconteceu no dia 13 de Setembro de 2025, na Casa Azul e contou com a presença de 16 participantes, em sua maioria representantes das comunidades de pesca e mariscagem.
As cartografias dividem o distrito em 3 arquivos complementares – Sul, Centro e Norte – no intuito de manter a escala 1:5000.
Cartografia oficina Comunidades Tradicionais – SUL
Cartografia oficina Comunidades Tradicionais – CENTRO
Cartografia oficina Comunidades Tradicionais – NORTE
Planilha de sistematização
Acesse a documentação completa da oficina

Oficina temática de Comunidades Tradicionais

A escuta comunitária com representantes das comunidades tradicionais de Serra Grande possibilitou o mapeamento de áreas de pesca, identificar diferenças entre práticas no mar, rios e outros corpos d’água de Serra Grande, além de levantar demandas por infraestrutura, preservação ambiental e garantia do acesso aos territórios historicamente utilizados. Também foram evidenciados bloqueios e restrições que afetam a continuidade das atividades tradicionais, reforçando a necessidade de reconhecimento e valorização do modo de vida pesqueiro.

  1. Entre as práticas pesqueiras tradicionais foram identificadas:
  • Pesca de linha: em boa parte do litoral e também da Caranha até a reserva do Catitu.
  • Pesca em áreas de pedra: uso de linha e tarrafa.
  • Pesca em rios: tarrafa e rede em todo o Tijuípe, no Sargi, no encruzo do Tijuipinho; mergulho em todo o rio Tijuípe.
  • Mariscagem: ao longo do rio Tijuípe e em toda a região de mangue.
  • Pesca de rede: no Sargi e na Prainha.
  • Pesca de linha e jereré: na lagoa do Robalo.
  • Embarcações tradicionais: uso da catraia.

Foi demandado o reconhecimento e valorização dessas práticas como atividades tradicionais essenciais do território.

  1. Foram apontadas também as seguintes necessidades de infraestrutura:
  • Criação de estrutura de apoio à pesca próxima à Vila;
  • Criação de atracadouro de embarcações de pesca tradicional na Caranha, Barra do Tijuípe e Sobradinho (Sargi, em frente ao Condomínio Xandó)
  1. Proteção e preservação ambiental e das práticas tradicionais
  • Proibição de circulação de nenhum barco a motor no estuário do Tijuípe;
  • Proteção da área de foz do Tijuípe e dos acampamentos de pescadores nessa localidade. Atualmente o local precisa ser protegido porque tem sido frequentado por pessoas que não são do território e que levam lixo e som alto. Foi proposto que a área de acampamento seja identificada como zona de interesse das comunidades tradicionais de pesca.
  1. Sobre caminhos tradicionais

Durante a escuta foi solicitada a retirada de bloqueios irregulares e a garantia de livre circulação das comunidades tradicionais nos seguintes locais:

  • Ao longo do ramal do Gavião e em vias de acesso às áreas pesqueiras da região;
  • Caminho tradicional da Ladeira Velha (do final da Vila Badu até o Poço do Robalo);
  • Caminho de Seu Ângelo, da Vila Badu até a praia do Cemitério.

Criação de um espaço de terreiro para valorização e preservação de religiões de matriz africana que não foram contempladas.

Também foi solicitada a identificação e inclusão da antiga trilha Gavião-Vila Badu no quadro de caminhos tradicionais.

SISTEMATIZAÇÃO DOS DADOS RELATADOS EM MAPA